segunda-feira, 25 de abril de 2016

FALANDO SOBRE MAGIA

Palavra mal conceituada e mal interpretada, muitos não entendem realmente o que significa e já a pré-conceituam como algo maligno, infalível ou mesmo assustador. Ora, a magia nada mais é que uma transformação e ela pode estar presente em toda parte sem nos darmos conta disso, nas pequenas coisas aparentemente pouco  significativas, como por exemplo, um novo dia que nasce, aquela chuva a tanto esperada, o sol brilhando num dia de pleno inverno, uma ave que surge cantando alegremente ou um animalzinho lindo à nossa frente já pode ser considerado como magia. Além dessa definição básica e sutil,  ela tem, claro, outras definições, mas nenhuma delas como pré-conceituadas acima.Além da que foi mencionada, existe ainda a magia pela arte realizada não só por artistas como também praticadas por crianças, enfermos, idosos e até por deficientes. Por fim e não menos importante, temos a magia das ciências ocultas, as chamadas esotéricas, essa sim, por muitos mal conceituada tanto na definição quanto da prática da mesma.
Excetuando-se a mágica que difere da magia por  exigir muita técnica e prática para ser realizada, a magia não necessita nem de uma nem de outra pois ela é feita espontaneamente, embora tenha  quase a mesma finalidade de causar fascínio, efeitos e resultados surpreendentes. A magia esotérica é realizada por vários motivos, entre os principais estão o prazer em realizá-la, dependência espiritual (que falarei mais adiante), curiosidade e até como  último recurso das possibilidades de realizações em vários setores da vida. Ela é sempre feita através de rituais (cerimônia religiosa ou não), até mesmo quando se usa apenas orações, preces ou mantras tanto simples quanto as mais complexas, pois vai depender de cada caso e da pessoa que a faz. Pode ser feita por qualquer pessoa desde que se saiba o que esteja fazendo e que principalmente conectem a mente, veículo extremamente importante à matéria/ritual, pois do contrário não terá efeito algum. Normalmente a magia é sempre realizada para  tentativa do próprio bem e/ou de todos e não usadas para  forçar  algo acontecer que vai contra às leis do Universo ou forçar alguém para quaisquer propósitos sem permissão de outrem, como nos casos de "amarração de amor", pois se a outra pessoa estiver em desequilíbrio energético muito acentuado até pode acontecer o esperado pela abertura do corpo astral/espiritual do indivíduo, mas não será por muito tempo e ao retornar ao equilíbrio, todo esse vínculo energético imposto voltará em dobro para  quem a fez, sem falar que quando as coisas não são naturais tendem ao desgaste, levando à consequências desastrosas (a lei da ação e reação). Toda magia começa na mente e tudo que vibramos por ela volta  de alguma maneira e sob as mesmas vibrações que emitimos ou até piores. 
As pessoas podem ser vítimas de magia forçada? Sim, como dito anteriormente, nas situações em que as pessoas estiverem com suas energias muito baixas ou muito desequilibradas e "aceitam" energias oriundas de magia ruim, mas claro, tudo pode ser revertido e muitas vezes nem precisará de trabalhos espirituais para serem libertadas, bastando apenas reequilibrar suas energias através de pensamentos bons e positivos. Também, as pessoas que fazem magia para o bem, seja para si ou para outrem, devem se lembrar que as vibrações que emanam no momento devem estar em perfeita sintonia, desprovidas de quaisquer energias ruins tanto no físico quanto  na mente, no emocional e também no espiritual, por isso se houver alguma mágoa, inveja, raiva ou mesmo se sentindo mal fisicamente, melhor adiar, senão  não vai ser nada satisfatório ou terá efeito nulo. Também terão que ter ciência de que nada é infalível como muitos acreditam, pois tudo tem limite no Universo, em prol do  próprio equilíbrio cósmico. O conselho para quem quer experimentar  qualquer magia (sempre para benefício próprio quanto para alguém, estando este ainda ciente) é não criar expectativas, sabendo que nem tudo pode ser alcançado por vários motivos. Também não fazer da magia uma dependência, buscando antes sempre lutar com os recursos tangíveis e à disposição, pois tem muita gente usando a magia para qualquer coisa sem querer fazer nada com os próprios meios que possui. 
Os materiais para magia variam de magia para magia, assim como a maneira de serem realizadas incluindo sobre dias e horários (geralmente por 3, 7, 9 ou 21 dias), não havendo regras definitivas pois cada um vai fazer ou ensinar de um jeito conforme a crença e experiência de cada um. De nada adianta querer fazer uma magia ou simpatia, (vale alertar que é a mesma coisa) quando não se acredita naquele objeto a ser usado por exemplo e nem orando para um santo/entidade que não se tenha nenhuma afinidade e o pior de tudo é quando se faz com medo ou dúvida, aí nem adianta... Mas lembre-se do que foi dito anteriormente: Não é da magia que se deve temer, mas da sua própria mente...Por isso pensem bem antes de realizarem qualquer magia ou pedirem para alguém realizar, pagando até caro por isso e correndo o sério risco de não ter retorno algum.



terça-feira, 19 de abril de 2016

SOBRE CARTAS NEGATIVAS E POSITIVAS

Além dessas, existem as consideradas neutras. Mas até que ponto se pode classificar uma lâmina de tarô como positiva ou negativa?. Aparentemente elas podem ser classificadas como tal, dependendo, claro, de quem as vê; eu por exemplo, prefiro ver antes de mais nada, o contexto em que cada lâmina está inserida numa leitura para dar meu parecer, e mesmo assim não julgá-la como negativa ou positiva. 
Dentre as cartas consideradas pela maioria como sendo negativas só de olhar vamos ter: O Dependurado/Enforcado; A Morte/ O Ceifador; O Diabo; A Torre/A Casa de Deus; A Lua e até mesmo O Louco/ Bobo da Corte, esta última também considerada neutra por alguns. Já as consideradas positivas costumam ser: A Imperatriz; O Imperador; O Carro/Carruagem; A Força; A Estrela; O Sol e O Mundo. Os Enamorados/Amantes; A Roda da Fortuna/Destino e o Julgamento podem soar dubidativas...Existem variações nessas considerações, claro, mas essas são as mais comuns. A Torre/A Casa de Deus considerada por muitos como mau presságio, se ela for encontrada numa casa de leitura negativa ou favorável, ela já terá a interpretação contrária, ou seja, se tornará positiva, e em outras leituras mesmo numa casa de leitura comum ela pode ser interpretada como  uma libertação. Conclusão  disso que toda carta/lâmina pode  ser tanto positiva quanto negativa dependendo ai de vários fatores inclusive até pelo próprio ponto de vista do  consulente e/ou do tarólogo. As cartas ao redor também costumam dar várias direções e assim até mesmo cartas positivas  também podem  inverter seus valores dependendo também de vários fatores.
Uma coisa é clara: ver uma carta numa leitura como positiva ou negativa, não é a questão; o problema é como fazer uso tanto dessa positividade quanto da negatividade; portanto vai depender de tanto como o tarólogo interpreta quanto o consulente  aceita ou não. E também é certo afirmar que nada é definitivo na vida de ninguém; que há situações que não passam de desafios e que o consulente tem o livre arbitrio para transmutar qualquer situação ou obstáculo por pior que possa aparentar.



domingo, 10 de abril de 2016

JOGAR TARÔ OU CONSULTAR TARÔ

Jogar, no contexto geral, tem o significado  de brincar, de se divertir ou mesmo de apostar, como nos jogos de azar por exemplo. Consultas se refere a pedir conselho, uma orientação, uma explicação ou mesmo um conhecimento de um fato. Isso pode ser explicado pelo fato do tarô ter sido utilizado por muitos séculos exclusivamente de forma lúdica e só depois ter começado a ser usado como oráculo (o primeiro a usar o tarô como oráculo foi o parisiense Etteilla, segundo a história, em meados do século XVIII). O tarô é portanto um oráculo e como tal é utilizado para consultas, porém existem cartas de baralho que são utilizadas para jogos e não podem ser usadas como oráculo.
As consultas de tarô além de servirem para saber o que acontece conosco e de dar orientações, ele também é usado por exemplo, para se saber o tempo em média que tais fatos podem ou não ocorrer; saber, na área da saúde quais chacras podem estar desequilibrados e principalmente pode e deve ser usado para se desenvolver o autoconhecimento.
Alguns tarólogos trabalham somente com as 22 cartas (método tradicional), outros, com as 78 cartas juntas (método americano) e há os que usam as 22 cartas com as 56 separadas, ou seja, uma carta das 22 (arcanos maiores) e uma carta das 56 (arcanos menores, que é o método europeu). Todos esses métodos são válidos e vai depender de cada tarólogo ou mesmo de cada situação. Eu costumo usar todos os métodos, um para cada contexto e dependendo da necessidade do momento. 

terça-feira, 5 de abril de 2016

O QUE É O TARÔ

O tarô  é um oráculo que serve para revelar o que se oculta no nosso subconsciente, mostrando opções de melhores caminhos para solução dos problemas. Para mim, ele também é o espelho de nossas almas, servindo como um poderoso instrumento de grande ajuda em qualquer momento que estivermos atravessando. 
O tarô não é truque nem algo sobrenatural e miraculoso que vá transformar  qualquer situação da noite pro dia; ele só mostra a chave para com ela abrirmos as portas certas e nas horas certas, ou seja, nada mais que a própria resposta do nosso subconsciente que a consciência normalmente não está conseguindo enxergar; portanto ele nos dá a direção certa quando as dúvidas pairam ali, à nossa espera.
O tarô não é vidência, sendo assim o tarólogo não precisa ser vidente ou ter desenvolvido mediunidade nem pertencer obrigatoriamente a uma religião para se trabalhar com ele; o tarô não prevê futuros predeterminados como se fosse um destino sem volta, aliás, isto não existe em nenhum oráculo; tarô não serve para descobrir endereços de quem quer que seja, saber que time de um jogo irá ganhar ou qual político será eleito, também não serve para perguntas frívolas nem para probleminhas corriqueiros, ou seja, que qualquer um possa resolver. Se usarmos o oráculo para brincadeiras ele vai responder de acordo.
Com precisão, o tarô, assim como qualquer outro oráculo (I ching, baralho cigano, búzios, runas, cristalomancia etc) irão sempre responder perguntas que são coerentes com problemas realmente precisos e pessoais, como nas áreas de relacionamento amoroso, social ou familiar, áreas financeira e profissional, áreas da saúde e bem-estar,entre tantos outros que implicam dúvidas. Quero ressaltar porém, que na área da saúde, assim como outros oráculos,o tarô jamais dará diagnósticos de doenças nem receitará quaisquer tratamentos que substitua um médico por exemplo; ele só indicará se a saúde estará boa, ruim ou de gravidade média ficando a cargo do consulente procurar ajuda médica antes que um mal já existente se complique. O tarô também não interfere no livre arbítrio do consulente, apontando como disse desde o início, apenas caminhos; cabe ao consulente segui-los ou não, porém os resultados dependem do próprio consulente, mas acredito que se alguém procura algum conselho, certamente deve estar pronto para segui-los se quiser resolve-los.
Para se usar um oráculo como o tarô por exemplo, o tarólogo deve possuir ética e respeito para com o cliente explicando quando questionado, que não se deve querer saber da vida alheia, bem como querer saber se o companheiro está lhe traindo por exemplo, pois essas perguntas implicam falta de bom senso e não oferece solução dos problemas. Também não cabe ao tarólogo julgar o cliente pelas caracteristicas físicas, pessoais ou sociais bem como querer invadir a privacidade do mesmo, pois se isso acontecer poderá estar diante de um falso tarólogo ou charlatão.











Código de Ética do Tarot: Eu adoto!