terça-feira, 6 de junho de 2017

SORTE E AZAR - UMA QUESTÃO DE CRENÇA

Há quem não acredite e quem acredite, mas ambos vão defender seu ponto de vista ou sua tese sobre o assunto. 
A sorte e o azar existem para aqueles que acreditam neles e não existem para os que não aceitam suas ideias. Simples assim. Acreditar ou não, não é a questão. A questão é respeitar a verdade e crença de cada um sem interferir na vida alheia ou mesmo prejudicar a si mesmo. Ninguém pode afirmar com convicção se existe ou não sorte/azar.  

Quem nega ou afirma categoricamente algo, está longe de entrar na fila dos verdadeiros sábios, e não deixa de ser uma fuga dos seus próprios medos principalmente em relação a esse "algo". Para quem sempre tem certeza das coisas, cedo ou mais tarde acaba caindo na própria armadilha da arrogância.

Nem sempre na vida haverá respostas objetivas ou concretas para tudo e isso é o mais comum, mas sempre haverá perguntas e experiências diferentes e isso costuma assustar muitas pessoas.
Para não generalizar, quase tudo que existe são ideias de nossas mentes, sejam elas infundadas ou não e até certo ponto podem ter influência positiva ou negativa na pessoa até que ela as mude quando se fizer necessário ou quando não fizer mais o menor sentido para ela, a não ser se houver alguma obstinação.


Sorte é considerado algo de muito bom que acontece sem que tenhamos feito absolutamente nada  aparente para conquistar algo que gostamos ou desejamos muito e costuma aparecer repentinamente sem que a pessoa esteja esperando. 
Azar é o contrário, ocorre quando algo de ruim acontece sem que aparentemente merecemos e que também pode acontecer inesperadamente ou não. Mas uma sorte de hoje pode ser um azar amanhã e vice-versa... Em suma, tais acontecimentos bons demais ou muito ruins que você não sabe explicar, pode ser considerado tanto como sorte quanto azar.

Há quem afirme com convicção que sorte não existe, principalmente por muitos religiosos, filósofos, líderes espiritualistas, mestres, celebridades etc, ou seja, que o que aconteceu com a pessoa de muito bom foi conseguido através de seu esforço, ou que ela tenha atraído de alguma forma, seja no passado ou até mesmo em outras vidas etc... e com o azar, a mesma coisa: que a pessoa de alguma forma atraiu aquilo para si. Mas verdade ou não, que mal há em chamar algo de muito bom ou de muito ruim, sem explicação concreta aparente, de sorte ou azar? Não muda nada, só a maneira de colocar nomes a esses acontecimentos, como karma, destino, livre-arbítrio, etc


Tanto a sorte quanto o azar podem ter causas inconscientes ou conscientes, mas sempre terão algum propósito, ao contrário do que muita gente possa imaginar. 
Exemplos claros e típicos de sorte são aquelas pessoas que ganham dos outros na maioria de jogos sem que haja nenhuma estratégia para vencer; ou aquele que numa única aposta de valor mínimo ganha uma quantia que  se souber aproveitar vai ter uma vida mais garantida e segura. Se não, poderá ocorrer o inverso. Outros exemplos como quando duas pessoas  estão vendendo os mesmos produtos no mesmo lugar e com a mesma simpatia e carisma do outro, apenas a colega vender mais; aquele que caminhando por uma rua deserta encontra uma nota de valor que ele estava precisando e muito (aqui não se trata de dinheiro em mala, roubado, claro). Muitos chamam isso de coincidência; dá no mesmo, só muda a palavra.

Exemplos típicos de azar são aqueles em que duas pessoas estão caminhando numa rua e uma delas é surpreendida por uma sujeira de pombo bem na sua cabeça, mas a outra não, e estão indo para um lugar especial que não dá mais pra voltar; ou que sem mais nem menos, uma criança aparece correndo do nada e esbarra violentamente sem perceber em alguém que acaba caindo e se ferindo. E fora os que chamam de fatalidades aqueles casos bem mais sérios como acidentes e até doenças graves que  por um longo tempo não tenham nenhuma explicação aparente e lógica...

Mas onde fica então a utilidade ou propósito tanto da sorte quanto do azar? Vamos à sorte primeiro: a sorte por exemplo, ou o que você queira dar outro nome  a ela, tem o propósito de fazer você entender de que nem tudo na vida pode ser conseguido através de esforços ou lutas, mas também de méritos que ocorrem pela grande "roda do destino", aquilo que de qualquer forma você mereceu sem ter ao menos consciência disso.  E o que é melhor: ela pode chegar para todos, sem exceção, de uma forma ou de outra.
E o azar? é para que possamos entender e aceitar o fato de que nem tudo que acontece conosco temos absoluto controle, principalmente o que vem de fora e que deveríamos aprender a lidar com isso de forma a tentar se não solucionar, resignar-se aos acontecimentos, ou seja, aceitar e tentar dar a volta por cima, com isso servindo como experiência  de alguma forma. Chorar, lamentar e até se indignar faz parte de todo ser humano comum, o que não pode acontecer é deixar o desespero tomar conta a ponto de cometer alguma loucura.





E como se faz para que a sorte venha até nós? Há quem diga que devemos pensar sempre no positivo, o que é humanamente impossível pois pensar no negativo às vezes faz parte. A vida é feita também de opostos. Outros ensinam técnicas de mantras (repetições de palavras positivas naquilo que se deseja alcançar) e outras meditações, mas tudo isso também pode não surtir o efeito desejado para todos. E há aqueles que apelam por símbolos diversos tidos como amuletos da sorte como pé de coelho, trevo de quatro folhas ou uma figuinha por exemplo dentre tantos outros; para muitos ou não funciona ou costumam funcionar até a mente se acostumar com aquilo. Simpatias ou magias  também podem ter falhas pois fica algo dependente.  Então o que faremos para poder atrair a tal sorte até nós? Simplesmente não fazer nada para atraí-la e não criar nenhuma expectativa, aceitando só o fato de que a sorte assim como o azar chegam para todos de uma forma ou de outra sem que tenhamos que fazer nada por isso,  sentir-se bem com tudo o que já foi alcançado sem criar grandes metas ou sonhos e sem ficar ansiando ou desejando muito por algo. Fazemos nossa parte com alegria independentemente de dar sorte ou não. Se der, ótimo, se não der, paciência, pois muitas vezes demora. Esse exemplo cabe em joguinhos que esteja jogando e que dificilmente se ganha por exemplo, ou na hora de conhecer alguém para namoro a fim de dar certo ou se candidatar a um emprego para ser admitido por exemplo e até mesmo lançar-se em um novo negócio. Sem grandes expectativas, sem ansiedade e fazendo o que for correto para si. O que vier serão resultados e o que vier a mais será sorte.

Existe alguém que tenha mais sorte ou azar que outras? Depende do ponto de vista de cada um e de como cada pessoa  reage. O que pode ser sorte para uns, pode ser azar para outros...

E as cartas ou mesmo um oráculo? Existe "Ler a sorte através deles?" Em parte, pois aquilo que se é revelado pelo subconsciente (ou seja, que já existe e a pessoa não fica consciente) pode ser visto como sorte ou como azar relativamente pela pessoa em questão; é por isso esse termo "Ler a sorte pelas cartas".

Um lembrete importante: muitas vezes somos responsáveis principalmente pelo azar. Um exemplo bem comum é perder um arquivo que se estava trabalhando no computador, por ter se esquecido de salvá-lo. Essas e outras situações similares, refletem ao dito popular "dando sopa para o azar". Sem falar que há pessoas que temem tudo, são supersticiosas, ou se culpam demais pelo que fazem ou deixam de fazer e ficam só esperando pelo pior. Aí dificilmente escapa do azar.
Há outras ocasiões, entretanto, que não temos (ao menos consciência) da responsabilidade do azar, mas seremos sempre responsáveis pela maneira de agirmos em relação a ele...

Existe algo que favorece o azar? Concretamente não, principalmente tendo em conta crenças absurdas como: "ver gato preto principalmente de sexta-feira, passar debaixo de escadas, deixar cair óleo ou faca no chão, etc..." o que não passavam de mitos e preconceitos supersticiosos de épocas remotas, inventados, muitas vezes, pela simples ignorância e punição. De medos à algumas ameaças surgiram regras absurdas e sem fundamento , inclusive nas religiões. Quem adere a essas ideias com convicção facilmente atrairão de alguma forma o tal azar ao se depararem com tais situações e ficarem com medo. Felizmente aos poucos isto está acabando, graças a uma nova forma de conhecimento através da verdadeira espiritualidade. 
Números são neutros em relação a sorte ou azar, a não ser que você tenha uma crença forte e os considere como algo que atraia situações positivas ou negativas. Tudo vai depender da sua mente.
Outro ponto importante é que ninguém pode ser considerado sortudo ou azarado: só existem pessoas que dão mais ênfase e valor às coisas ruins enquanto outras, às coisas boas. Lembre-se que a auto sugestão da nossa mente seja ela boa ou ruim é poderosa! Por isso enterre todas essas ideias ruins se tiver, de uma vez por todas.



Enfim, de tudo que foi dito até aqui, resta sua escolha:  Aceitar ou não a ideia de sorte/azar. O problema não é acreditar ou não em sorte/azar mas como cada um lida com tudo isso sem sofrimento. Também, independentemente de acreditar ou não em sorte/azar é poder enfrentar ou no mínimo aceitar os fatos ou situações ruins (tidos como azar), ganhando experiência nesses momentos e aproveitar ao máximo situações de grande alegria, tidos como sorte, sem se desesperar quando elas não chegam. O importante é cada um se sentir bem com suas ideias, não prejudicar terceiros e não se incomodar com isso e criticar às dos outros por pensarem diferente, tentando mudar a crença deles inutilmente.  Respeito à crença alheia é fundamental. A verdadeira evolução individual consiste em mudarmos nossas crenças à medida que não fazem mais sentido para nós e não para os outros. 

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